Conflitos Primordiais

Arco dos deuses irmãos

A Fratura do Vazio

Abrimos conflitos primordiais contando a trágica história entre o deus Haragum e seu irmão Nabulork. Um dia, os deuses criadores sentaram-se na mesa redonda dos céus. Hyobdor, (deus da vida e do poder ancestral), entediado da vida tanquila que levavam, decidiu apostar com um luminasso, (um dos seres de luz protetor dos céus), que conseguiria criar vida com base na lama. O luminasso,por nunca ter visto tal poder, apostou que seria mais fácil o deus desmaiar bebado e nu antes do anoitecer, do que fazer vida com uma matéria tão insignificante quanto o barro. Furioso, Hyobdor bateu as mãos na mesa, fazendo agua jorrar e seus dedos para dentro de uma cuba de pedra que servia para acender o oraculo maior, enchendo a cuba e apagando o fogo oracular. Depois, fez uma pequena porção de terra surgir ao meio da cuba, terra que sobressaia a agua. Haragum (deus da luz e da cura) e Nabulork (deus dos espiritos e do finito) , sempre acompanhados um do outro, chegaram no templo do céus, onde os dois estavam e fascinaram-se com o poder gerado por Hyobdor. Apostaram que com os dois que seria mais interessante ver a vida gerada pelo deus da vida,de perto, caminhando entre os vales, os rios e mares, vendo a vegetação crescer, e talvez criando algo. Hyobdor consentiu e então os dois reduziram-se a caber no pequeno mundo e conviver nele. Haragum decidiu que aquele jogo não seria apenas uma mera brincadeira, mas uma história viva que deveria permanecer, como um terrário em seu quarto, quando aquilo acabasse. Primeiro o sol, a lua, as pedrase as arvores. Então vieram os animais, os que voam, os que nadam, e os que andam. Dias depois, enquanto os dois irmãos estavam em um bosque, enquanto lá em cima, além das nuvens, Hyobdor e seu desafiador encaravam atentos a tudo, Haragum decidiu que faltava vida para os venerar. Vida para construir a história que ainda faltava pensar. Assim, criou um ser composto do mesmo barro, com um movimento de suas mãos deu-lhe luz e então o novo animal respirou. Chamou-lhes homens. Haragum mostrou entusiasmado seu invento para Nabulork que também experimentou para ver se saia o mesmo efeito. Uma mulher, pela qual o homem de Nabulork se apaixonou. E criaram filhos e sua linhagem cresceu e prosperou. Quando o mundo já estava grande e os animais de luz inteligentes. Já detinham comercios primarios e o sistemas de junção de conquistas e status sobre essas conquistas começava a caminhar... A escuridão chegou. Homens que navegavam no mar, ao serem tomados por ela, começaram a matar suas próprias familias e comer a carne delas. Homens ainda puros, avisaram aos deuses que tentaram lutar contra a força. Haragum girou seu cajado de luz e conseguiu conjurar uma espiral nos céus, afim de banir a criatura das trevas para o submundo, mas ela era grande demais para adentrar o portal. E cuspia algo azul, algo que disparava como uma pedra jogada contra uma casa de madeira. Nabulork então pensou em conjurar a finitude para com seu toque, findar a criatura, mas seu cuspe o atingiu no peito. Nabulork caiu no chão enquanto seu corpo convuncionava, talvez recusando o poder dado pela criatura que agora o consumia. Haragum tentou conjurar algo que sabia que retirava dos corpos o mal e o canalizava de volta para a criatura, um cristal azulado de brilho forte demais para cegar qualquer pessoa que o encarasse por tempo suficiente. Mas o poder da criatura ofuscou Nabulork. Seus olhos antes castanhos se tornaram vermelhos, sua pele obscureceu até ficar como carvão e uma aura maligna tomou conta dele. Ao ver que não poderia vencer a criatura sozinho, Haragum voltou aos céus, onde explicou sobre o problema a Hyobdor, que decidiu por simplesmente apagar o mundo. Mas Haragum tentou o convencer de que deixasse o mundo sobreviver pelos humanos e por seu irmão, que ainda estava lá. Hyobdor concordou perdendo a aposta. Os dois deuses fizeram outro encantamento divinal, e enviaram tal ser ao submundo, junto com Nabulork e os maus homens. E Walingardyn continuou.